Fez quatro meses que cheguei a Quebec. Muito mudou desde a última vez que escrevi.
Passei o mês de Janeiro com a família e amigos em Portugal. Nunca tirei tanto proveito do meu país e das suas características únicas. A nossa gente. Não há como a nossa gente. Somos os maiores hipócritas deste mundo, mas somos também os maiores acolhedores. Nem todos os "olá" são sinceros e quase todos os que perguntam "tudo bem?" estão mais a perguntar "o que é feito da tua vida?", o que não invalida que sejamos o povo mais disposto a ajudar o desconhecido, quando em apuros.
Voltar a entrar no café do Canto. Sentir o cheiro do café, misturado com cheiro a cerveja e cinzas. Ouvir em português "Boooom dia! Então o que é que vai ser?". Genial! Ir a pé de casa para o centro da cidade e ouvir os vizinhos dizerem "Boa tarde, Anita!". Deus, como as coisas mais banais, são aquelas que me fazem mais falta.
Parece fútil e completamente ridículo, mas dou por mim a chorar porque tenho de ir cortar o cabelo. Estou numa cidade a mais de 5000km de casa, faz 4 meses que não corto e não pinto o cabelo, não que tenha cabelos brancos suficientes para fazer a diferença, mas porque toda a minha vida o meu cabelo era parte importante da imagem profissional do meu pai.
Sinto-me na pele daqueles que têm graves fobias. Como se nunca tivesse saído de casa na vida; como se nunca tivesse passado aquela linha da porta e, inevitavelmente, tivesse que o fazer. Tenho consciência de que vou chorar. Na hora, antes e depois. Porque não és tu que tens as tesouras na mão. Porque, em 24 anos da minha vida, tiveste ali sempre!
É dia do Pai no Canadá. Nunca me fizeste tanta falta. És sem dúvida o exemplo da minha vida. És o homem da minha vida!!
Passei o mês de Janeiro com a família e amigos em Portugal. Nunca tirei tanto proveito do meu país e das suas características únicas. A nossa gente. Não há como a nossa gente. Somos os maiores hipócritas deste mundo, mas somos também os maiores acolhedores. Nem todos os "olá" são sinceros e quase todos os que perguntam "tudo bem?" estão mais a perguntar "o que é feito da tua vida?", o que não invalida que sejamos o povo mais disposto a ajudar o desconhecido, quando em apuros.
Voltar a entrar no café do Canto. Sentir o cheiro do café, misturado com cheiro a cerveja e cinzas. Ouvir em português "Boooom dia! Então o que é que vai ser?". Genial! Ir a pé de casa para o centro da cidade e ouvir os vizinhos dizerem "Boa tarde, Anita!". Deus, como as coisas mais banais, são aquelas que me fazem mais falta.
Parece fútil e completamente ridículo, mas dou por mim a chorar porque tenho de ir cortar o cabelo. Estou numa cidade a mais de 5000km de casa, faz 4 meses que não corto e não pinto o cabelo, não que tenha cabelos brancos suficientes para fazer a diferença, mas porque toda a minha vida o meu cabelo era parte importante da imagem profissional do meu pai.
Sinto-me na pele daqueles que têm graves fobias. Como se nunca tivesse saído de casa na vida; como se nunca tivesse passado aquela linha da porta e, inevitavelmente, tivesse que o fazer. Tenho consciência de que vou chorar. Na hora, antes e depois. Porque não és tu que tens as tesouras na mão. Porque, em 24 anos da minha vida, tiveste ali sempre!
É dia do Pai no Canadá. Nunca me fizeste tanta falta. És sem dúvida o exemplo da minha vida. És o homem da minha vida!!
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