Quando nasci, foi para ser diferente. O que não quer necessariamente dizer que seja melhor. Aliás, sendo muito sincera, o facto de ser diferente tem-me trazido demasiados dissabores.
Nos meus primeiros momentos de vida, segundo a minha mãe, o meu pai jurou-lhe que comigo seria tudo diferente. O meu pai é um Homem que falhou muito. Porque tentou muito. Aprendi com ele a tentar esconder sentimentos negativos. Durante a maior parte da minha vida consegui fazê-lo, mesmo sem perceber porquê.
Disseram-m um dia "És um livro aberto. Dizes o que pensas, nem toda a gente o faz." A segunda parte é realmente uma grande verdade. Mas não sou um livro aberto, sinceramente, creio que ninguém é. Digo o que penso, sim. Mas não digo sempre o que penso. Muito menos exprimo sempre o que sinto.
Dou um ar frio e de quem não sente, sei disso. Confesso que sou premeditada. E ainda bem, tudo o que fiz por impulso foi uma grande borrada. Sempre detestei estar metida em borradas. Detesto errar, falhar, saber que desiludi alguém... A verdade é que, cada vez mais, acho que as pessoas que parecem não sentir são as que mais sofrem.
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