o Amor?
O que é que eu sei sobre amor? Tanto e tão pouco.
Só se conhece o amor vivendo-o. Fui tão amada desde o dia em que nasci, por toda a minha família. Acho que, modéstia à parte, fui considerada uma bênção para todos. Como diz a minha mãe "Quando sofrias, sofríamos todos. Quando choravas, mesmo de madrugada, todos se levantavam!". Talvez isto tenha tornado a minha vida amorosa difícil. Não me contento com o incerto.
Durante muito tempo, quando só tinha vivido o amor dos meus pais (sim, também vivemos o amor dos nossos pais!) achava que era tão confuso e instável. Mas não era, nem é. É lindo! Acho que só percebi isso há pouco tempo, apesar das amigas que recebia em casa me dizerem que adoravam os meus pais e que eles tinham um amor que elas invejavam. O amor dos meus pais sempre foi forte. Em nada perfeito, mas muito intenso. Nunca se abandonaram, apesar de muitas más decisões de ambos. E que casais é que não tomam más decisões? Aprendi tanto ao viver o amor deles: os humanos erram; os humanos mudam, a família é o que temos de mais precioso e, acima de tudo, desistir é a última das opções!
A aprendizagem mais dolorosa que fiz foi com as minhas próprias experiências amorosas. Vi faces do amor que os meus pais nunca me tinham feito ver. O meu pai não faria com a minha mãe aquilo que já foi feito comigo. E a minha mãe não faria ao meu pai coisas que eu já fiz.
Cheguei aos meus 25 anos com a certeza que já amei muito mais os outros do que a mim mesma. Fiz muitas coisas por egoísmo, por me ser mais fácil. Mas fiz tão pouco por amor-próprio, fiz mesmo muito pouco que fosse realmente bom para mim. Até o meu curso, acho que não o fiz para mim. Acho que o fiz para os meus pais e os meus irmãos. Para eles se orgulharem de mim, para me amarem ainda mais. Que estupidez, né? Parecer alguém tão determinado, forte e confiante mas, no fundo, ser alguém tão frágil e tão dependente da aprovação da família. Esse grande amor e essas grandes expectativas que eles tinham em mim levaram-me a fazer muitas coisas úteis, sim, mas também me levou a deixar-me para trás em muitas situações. Tentar adivinhar o que eles esperavam de mim (e cumprir) era a minha grande tarefa, achava eu. Quando na verdade, eles só esperavam que eu fosse feliz. Fosse com quem fosse. E tivesse sucesso. Fosse no que fosse. Eu não estava a conseguir... Tanto quis orgulha-los, que só os desiludi.
Continuo a ter tanto para aprender sobre o amor. Investindo nos que amo e esquecendo-me de mim. Prometo-me sempre investir mais em mim e aprender mais sobre o amor-próprio, do qual tão pouco sei. Falho sempre... mas, lá está, fui ensinada que "desistir é a última das opções" e vou aplicar isso sempre na minha vida!
Continuo a ter tanto para aprender sobre o amor. Investindo nos que amo e esquecendo-me de mim. Prometo-me sempre investir mais em mim e aprender mais sobre o amor-próprio, do qual tão pouco sei. Falho sempre... mas, lá está, fui ensinada que "desistir é a última das opções" e vou aplicar isso sempre na minha vida!
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