Accept the Good
Pela quantidade de vezes que já juntei os cacos do meu coração, já devia ter aprendido muito acerca do amor. Mas, na verdade, tenho aprendido mais a suportar a dor. Aprendi que do amor tiramos o melhor e o pior da vida. Sorrimos como nunca tínhamos sorrido e sofremos como nunca julgámos possível sofrer.
O amor é como uma droga. É como entregar a alma a um sentimento apenas. Dá-nos momentos de felicidade que parecem atenuar tudo o resto. Mas são apenas efémeros momentos como quaisquer outros. Na verdade, acho que sempre que amei, sofri mais do que fui feliz. Mas são os pequenos momentos de felicidade que me fazem querer amar mais.
Accept the Good. Foi o que de melhor aprendi nos últimos tempos, foi a aceitar o que há de bom em cada acontecimento mau. A lição de cada cabeçada na parede deve ser vista como a parte boa de uma desilusão. O sofrimento fortifica-nos. As lágrimas vão sendo menos. E, um dia, o coração nem vai desfazer-se em cacos, vai enregelar.
Por momentos, este verão, achei que o meu coração já tinha enregelado. Sofri muito só, durante muito tempo. Mas enganei-me. Estava mais despedaçado do que nunca. E que parte boa tenho eu para aceitar e aproveitar? Conheço-me melhor do que nunca!
Percebi também que a teoria Hank Moody não existe: ou amo 10 minutos ou amo 10 anos. Não se ama 10 minutos. Podemos entregar-nos a alguém 10 minutos e podemos amar alguém 10 anos.
Este verão foi, sem dúvida, um verão de aprendizagem. Aprendi sobre o amor. Mas acima de tudo aprendi muito sobre as pessoas. Mas isso é outro assunto. Bem mais interessante e abrangente. Vai ocupar os boas horas da minha vida escrever acerca das pessoas e o que lhes devemos dar e confiar.
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