Enquanto me encontro na minha própria loucura, perde-se o resto do mundo na normalidade.
Tenho-me sentido um pouco menos pobre todos os dias. Considerando que ser pobre é uma coisa e não ter dinheiro é outra totalmente diferente. Na base da minha educação ficou gravado que "os maiores pobres são os que só têm dinheiro. A riqueza de um homem é a sua família". Talvez por isso me sentisse tão só neste mundo. Muitas vezes me julguei louca, mal informada, até mesmo pouco inteligente, porque não entendia. Se o dinheiro não é o mais importante, porque é que andamos todos a tentar ser os mais bem-sucedidos? Porque é que lutamos para ser os melhores, se a ganancia é assim tão má?
Restam ainda muitas dúvidas sobre este mundo e as pessoas. Vão ficando menos dúvidas sobre mim mesma.
Acho que tive poucos medos na minha vida. O meu verdadeiro medo era de estar só. Deveria ter pensado que, tal como ser pobre não é o mesmo que não ter dinheiro, estar só não é o mesmo que estar sozinho. Tenho-me conhecido incrivelmente sozinha, tenho lembrado momentos óptimos e momentos terríveis. Repreendo-me e congratulo-me nas minhas próprias reminiscências, como sendo o meu próprio Deus, criando o meu céu e inferno. E enquanto escrevo isto, congratulo-me de novo porque, afinal de contas, numa coisa eu tinha razão desde há muito tempo: Deus é somente a minha consciência. No fim, chego à conclusão que realmente não estou só, sempre tenho a minha consciência.
O resto do mundo gosta de se rodear de pessoas e de bens. Eu, adoro rodear-me de amor e amizade e sorrisos. Há espaços cheios de pessoas e coisas. Eu prefiro espaços cheios de emoções. O tempo passa e eu tenho menos pessoas por perto, mas nem por isso estou mais só. Aliás, nunca tirei tanto proveito de mim! Enquanto me encontro na minha própria loucura, perde-se o resto do mundo na normalidade.
Restam ainda muitas dúvidas sobre este mundo e as pessoas. Vão ficando menos dúvidas sobre mim mesma.
Acho que tive poucos medos na minha vida. O meu verdadeiro medo era de estar só. Deveria ter pensado que, tal como ser pobre não é o mesmo que não ter dinheiro, estar só não é o mesmo que estar sozinho. Tenho-me conhecido incrivelmente sozinha, tenho lembrado momentos óptimos e momentos terríveis. Repreendo-me e congratulo-me nas minhas próprias reminiscências, como sendo o meu próprio Deus, criando o meu céu e inferno. E enquanto escrevo isto, congratulo-me de novo porque, afinal de contas, numa coisa eu tinha razão desde há muito tempo: Deus é somente a minha consciência. No fim, chego à conclusão que realmente não estou só, sempre tenho a minha consciência.
O resto do mundo gosta de se rodear de pessoas e de bens. Eu, adoro rodear-me de amor e amizade e sorrisos. Há espaços cheios de pessoas e coisas. Eu prefiro espaços cheios de emoções. O tempo passa e eu tenho menos pessoas por perto, mas nem por isso estou mais só. Aliás, nunca tirei tanto proveito de mim! Enquanto me encontro na minha própria loucura, perde-se o resto do mundo na normalidade.
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