O que faço aqui?

Vivemos só "porque sim" ou teremos mesmo todos uma "missão"?

Duvido muito que seja a única a ter esta dúvida. Conheci imensos tipos de pessoas, umas mais sonhadoras do que outras... Umas trazem o ar de quem vive porque sim, porque têm que viver. Outras trazem o olhar de super-herói, de quem chega para fazer a diferença. Acho que tentei sempre ser umas destas últimas, trazendo sempre comigo um objectivo bem traçado. Por mais que eu não saiba bem "qual a minha missão", tento enfrentar os desafios do dia-a-dia como se eles fossem a própria missão. Não o faço porque sou fantástica, mas porque há em mim um medo de nunca encontrar um propósito para a vida.

Esta interrogação mora comigo desde pequena: Se o objectivo é sermos felizes, porque é que todos os dias temos de fazer coisas que nos desagradam profundamente? Como dizer olá àquela vizinha com quem nem sequer simpatizamos. Sorrir e cumprimentar quando passa o Presidente da Câmara, quando na verdade até temos vontade de o insultar. Ir até à Segurança Social, esperar quatro horas para ser atendido com duas pedras na mão?

Se o objectivo é sermos felizes porque é que não somos? Será essa a minha missão? Descobrir como ser feliz num mundo triste?

Perguntas e mais perguntas. Se calhar a missão é só essa: questionar.

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